Logotipo Dra. Bianca Soler Montagner — Cirurgia Vascular
Termoablação da veia safena

Laser Endovenoso

Tratamento minimamente invasivo, guiado por ultrassom, para fechar segmentos venosos insuficientes e corrigir o refluxo dentro de um planejamento individual.

A indicação depende da avaliação clínica e do Ultrassom Doppler. Nem toda safena com alteração precisa ser tratada.

Procedimento endovenoso guiado para tratamento de veia insuficiente na perna
Precisão intravascular com orientação por ultrassom
O que é

A veia é fechada por dentro, sem ser retirada

A termoablação endovenosa com laser trata veias insuficientes, principalmente safenas com refluxo. Uma fibra fina é posicionada dentro da veia e libera energia térmica controlada, sempre com auxílio do ultrassom.

A parede do vaso se contrai e colapsa. A veia permanece fechada e passa por fibrose e reabsorção progressiva. Ela não é simplesmente retirada do corpo: é processada pelo próprio organismo.

01

Mapeamento

O Doppler identifica a veia insuficiente, o refluxo e o segmento a ser tratado.

02

Fibra dentro da veia

Uma fibra óptica fina é posicionada no interior da veia sob visualização ultrassonográfica.

03

Energia controlada

O laser aquece a parede venosa de forma planejada, provocando contração e colapso do vaso.

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Remodelamento

A veia fechada passa por fibrose e é progressivamente processada pelo próprio organismo.

Anatomia

O que é a veia safena?

As safenas magna e parva são veias superficiais que participam da circulação das pernas. Elas não são “inúteis” nem devem ser tratadas automaticamente.

Quando uma safena apresenta refluxo significativo e contribui para sintomas ou varizes, seu tratamento pode integrar a estratégia vascular. A decisão considera exame clínico, anatomia e Doppler, inclusive porque a safena pode ser útil como enxerto em determinados contextos.

O que significa refluxo venoso?

As válvulas venosas ajudam o sangue a retornar das pernas ao coração. Quando não funcionam adequadamente, parte do sangue volta para baixo, eleva a pressão nas veias e pode favorecer varizes, peso, dor, cansaço e inchaço. Em quadros avançados, podem surgir dermatite, mudanças de cor e úlceras.

Planejamento

O Doppler orienta cada etapa

O procedimento não começa pela fibra. Começa por um mapa detalhado da circulação, construído com ultrassom.

Identifica a veia insuficiente e o local do refluxo

Mede calibre e extensão do segmento comprometido

Mostra tributárias, perfurantes e relação com o sistema profundo

Define a posição da fibra e o plano para as demais varizes

Durante o laser, a visualização ultrassonográfica em tempo real orienta a punção, o posicionamento e a aplicação.

Conheça o Doppler Vascular
Indicações

Para quais veias pode ser considerado

A indicação depende da avaliação clínica e ultrassonográfica; uma alteração isolada no exame não torna o tratamento obrigatório.

Safena magna com insuficiência ou refluxo

Safena parva com insuficiência ou refluxo

Segmentos selecionados de safena acessória ou anterior

Algumas veias perfurantes insuficientes, conforme a anatomia

Toda variz precisa de laser endovenoso?

Não. O laser atua principalmente no segmento que sustenta o refluxo. Varizes tributárias podem ser tratadas na mesma ocasião ou em etapas com microflebectomia, espuma, escleroterapia ou laser transdérmico. O tratamento das varizes não é feito com uma única técnica para todas as veias.

O procedimento

Como é feito o laser endovenoso

Da punção à caminhada, todas as etapas são guiadas pelo mapa vascular e adaptadas à anatomia da paciente.
  1. Etapa 1

    Mapeamento vascular

    O trajeto e o refluxo são conferidos pelo Doppler.

  2. Etapa 2

    Preparo

    A paciente é posicionada e a região recebe os cuidados de assepsia.

  3. Etapa 3

    Punção da veia

    A veia é acessada com agulha fina sob orientação ultrassonográfica.

  4. Etapa 4

    Cateter e fibra

    Um pequeno introdutor guia a fibra até a posição planejada.

  5. Etapa 5

    Anestesia tumescente

    A solução anestésica envolve a veia e protege os tecidos ao redor.

  6. Etapa 6

    Aplicação do laser

    A energia é liberada enquanto a fibra é retirada de modo progressivo e controlado.

  7. Etapa 7

    Curativo e compressão

    A punção recebe curativo e a compressão é usada quando indicada.

  8. Etapa 8

    Caminhada

    A movimentação costuma ser estimulada logo depois, conforme orientação.

Anestesia e tecnologia

Conforto e proteção dos tecidos

A anestesia tumescente é uma solução infiltrada ao redor da veia. Ela anestesia a região e cria uma camada de proteção entre o vaso e os tecidos próximos, reduzindo a exposição ao calor.

O procedimento dói?

Punções e a infiltração podem causar desconforto. Na maioria dos casos selecionados, a anestesia local é suficiente. Analgesia adicional, inclusive óxido nitroso quando disponível, pode ser avaliada individualmente.

Parâmetros individualizados

Calibre, comprimento, localização, profundidade, anatomia, energia e velocidade de retirada da fibra entram no planejamento. Não existe uma receita universal.

Lasers de diodo, incluindo sistemas de 1470 nm, podem ser usados na termoablação. O comprimento de onda e os parâmetros fazem parte da técnica escolhida e não representam garantia isolada de resultado.

Depois do laser

O que acontece com a veia tratada

O fechamento é o início de um processo biológico gradual, acompanhado de acordo com as características do caso.

Logo após

O segmento tratado fica fechado pelo efeito térmico planejado.

Horas e dias

O organismo inicia uma resposta inflamatória controlada ligada à cicatrização.

Semanas

A veia passa por fibrose e remodelamento; sensibilidade ou um trajeto endurecido podem ocorrer.

Meses

O cordão fibroso residual é progressivamente reabsorvido, sem prazo idêntico para todas as pacientes.

Para onde vai o sangue?

Ao fechar uma veia superficial que funcionava de forma inadequada, o sangue passa a utilizar outras vias venosas saudáveis, profundas e superficiais, para retornar ao coração.

Quando aparece o resultado?

O Doppler pode mostrar o fechamento precocemente. A melhora dos sintomas e do aspecto das varizes ocorre progressivamente, e veias residuais podem precisar de tratamento complementar.

Ambiente e duração

Um plano adequado à complexidade do caso

A termoablação pode ser feita em ambiente ambulatorial em pacientes selecionadas. Condições clínicas, doenças associadas, extensão, monitorização e planejamento anestésico podem indicar ambiente hospitalar.

A duração varia conforme número de veias, extensão dos segmentos, varizes associadas e combinação de técnicas. Uma faixa única não representa todos os tratamentos.

Recuperação ativa e individual

A recuperação costuma ser mais rápida do que na retirada cirúrgica da safena. Caminhar, evitar longos períodos imóvel, usar compressão quando prescrita e comparecer aos retornos fazem parte dos cuidados. A experiência varia entre pacientes.

Cuidados práticos

Movimento, compressão e proteção solar

Caminhada e academia

Caminhar costuma ser estimulado. Corrida, musculação intensa e impacto retornam conforme extensão, sintomas e orientação médica.

Meia de compressão

Tipo, grau e tempo de uso são individuais. Quando indicada, pode auxiliar no conforto, edema e hematomas.

Sol

Evite exposição direta enquanto houver hematomas ou inflamação e mantenha a proteção orientada.

Dor, repuxamento ou “cordão”

Sensibilidade, dor leve, repuxamento e um trajeto endurecido podem ocorrer durante a fibrose. A tendência é de melhora progressiva. Dor intensa ou que piora precisa ser comunicada.

Recanalização não é o mesmo que nova variz

Recanalização é quando o segmento tratado volta a ter passagem de sangue. Já uma nova variz surge em outro vaso pela evolução da doença venosa. Uma não significa automaticamente a outra.

Comparação de técnicas

Estratégias diferentes para anatomias diferentes

Nenhuma técnica é sempre superior. Indicação, anatomia, condições clínicas e experiência da equipe orientam a escolha.

Laser endovenoso

A fibra leva energia térmica para dentro da veia e provoca seu fechamento controlado.

Cirurgia convencional

A veia é retirada por abordagens cirúrgicas específicas. Pode ser indicada conforme anatomia e planejamento.

Espuma

Um agente esclerosante em espuma é injetado no vaso. Pode ter indicação própria ou complementar.

Radiofrequência

Também usa calor para fechar a veia, mas com tecnologia diferente da energia luminosa do laser.

Laser transdérmico é diferente: ele atua pela superfície da pele em vasos selecionados. O endovenoso posiciona a fibra dentro de uma veia insuficiente.

Segurança

Riscos precisam ser conhecidos

Todo procedimento médico possui riscos. Avaliação prévia, planejamento com ultrassom, técnica adequada e acompanhamento são fundamentais para aumentar a segurança.

Durante a recuperação

Dor, sensibilidade, hematomas, edema, repuxamento, endurecimento e alterações transitórias da pele podem ocorrer.

Possíveis complicações

Flebite superficial, pigmentação, dormência ou formigamento, recanalização, queimadura, infecção e reações anestésicas. Trombose venosa profunda, extensão de trombo e embolia pulmonar são incomuns, mas importantes.

Quando procurar orientação

Entre em contato diante de dor intensa ou progressiva, inchaço importante, vermelhidão extensa, alteração relevante de temperatura ou cor, secreção, perda de sensibilidade persistente ou qualquer sintoma súbito. Falta de ar, dor no peito ou tosse com sangue exigem atendimento médico imediato.

Acompanhamento

O Doppler continua importante depois

O ultrassom pode confirmar que a veia permanece fechada, avaliar o sistema venoso profundo, acompanhar a evolução e identificar precocemente possíveis complicações.

Não existe um calendário único para todas as pacientes. O momento e a frequência dos exames seguem o protocolo médico, o procedimento realizado e as características individuais.

Dúvidas frequentes

Respostas claras antes de decidir

A avaliação presencial e o Doppler são indispensáveis para responder o que se aplica ao seu caso.

Avaliação individualizada

O tratamento da safena começa muito antes do laser

A avaliação clínica e o Doppler mostram quais veias estão insuficientes, onde está o refluxo, quais vasos precisam ser tratados e quais técnicas podem ser combinadas. O objetivo não é apenas fechar uma veia, mas corrigir o refluxo dentro de uma estratégia vascular completa.

Conteúdo educativo. Não substitui consulta, exame físico, Ultrassom Doppler ou diagnóstico médico.