Logotipo Dra. Bianca Soler Montagner — Cirurgia Vascular
Aplicação de vasinhos

Escleroterapia

Tratamento injetável para vasos selecionados, planejado conforme calibre, profundidade, anatomia e características de cada paciente.

A indicação, a substância, a técnica e o número de sessões são definidos após avaliação médica individual.

Aplicação de escleroterapia em vasos superficiais da perna
Aplicação precisa em vasos selecionados
O que é

Uma resposta controlada dentro do vaso

A escleroterapia é realizada pela aplicação de uma substância esclerosante dentro do vaso. Ela provoca uma reação controlada no endotélio — a camada interna da veia — e faz com que o vaso deixe de funcionar como antes.

Depois da aplicação, o organismo participa da reabsorção e do remodelamento progressivos. Por isso, o resultado não ocorre simplesmente porque o vaso “seca” na hora. A chamada aplicação de vasinhos é uma forma de escleroterapia.

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Aplicação no vaso

Uma pequena quantidade do esclerosante é introduzida diretamente no vaso selecionado.

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Resposta controlada

A substância entra em contato com o endotélio, a camada interna da veia, e provoca uma reação local planejada.

03

Fechamento progressivo

O vaso tratado deixa de funcionar como antes e inicia um processo inflamatório controlado.

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Remodelamento

Ao longo do tempo, o próprio organismo participa da reabsorção e do remodelamento daquele vaso.

Substâncias esclerosantes

A escolha faz parte do planejamento

Diferentes agentes produzem uma resposta controlada na parede interna do vaso. Nenhuma substância é a melhor para todas as pacientes ou para todos os vasos.

Glicose hipertônica

Uma das substâncias utilizadas na prática para vasos selecionados. Sua indicação e quantidade são definidas individualmente.

Polidocanol

Esclerosante que pode ser empregado em diferentes apresentações e estratégias, de acordo com o vaso e a indicação.

Oleato de monoetanolamina

Outro agente disponível para situações específicas, sempre após avaliação das características clínicas e vasculares.

Como é feita a escolha?

A médica considera calibre, profundidade, localização e quantidade de vasos, características da pele, histórico clínico, tratamentos anteriores, resposta já observada e objetivo da sessão. Em determinadas situações, diferentes substâncias ou combinações podem integrar o plano.

Indicações

Para quais vasos a forma líquida pode ser considerada

A aparência é apenas uma parte da decisão. Calibre, profundidade e anatomia precisam ser avaliados em conjunto.

Telangiectasias e vasinhos vermelhos ou arroxeados

Veias reticulares superficiais selecionadas

Pequenas microvarizes

Vasos cujo calibre, profundidade e anatomia sejam adequados à técnica

A escleroterapia serve para qualquer tipo de variz?

Não. A escleroterapia líquida convencional é mais adequada para vasos superficiais menores. Varizes de maior calibre, veias safenas e refluxos importantes podem exigir espuma, laser endovenoso, radiofrequência, microcirurgia ou outra técnica. A escolha depende da anatomia, do calibre, da presença de refluxo, dos sintomas e da avaliação vascular.

Veia nutridora

Um vaso menos evidente pode alimentar a rede visível na pele.

Avaliação vascular

Antes de tratar o vasinho, precisamos entender de onde ele vem.

Alguns vasinhos podem se relacionar a veias nutridoras ou alterações venosas mais profundas. Tratar apenas o que aparece na pele nem sempre contempla a origem do problema.

Conforme o exame clínico, a investigação pode incluir Ultrassom Doppler, avaliação de veias nutridoras e tecnologias de visualização vascular, quando disponíveis. Nem todas as pacientes precisam de Doppler: a necessidade é definida pela avaliação médica.

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A sessão

O que acontece no dia do procedimento

O atendimento é realizado em consultório, seguindo um plano definido para os vasos selecionados.
  1. Etapa 1

    Avaliação e planejamento

    Os vasos são identificados. Quando necessário, investigamos veias nutridoras ou alterações mais profundas.

  2. Etapa 2

    Preparo

    A pele é higienizada e a região é preparada. O resfriamento pode ser utilizado para ampliar o conforto.

  3. Etapa 3

    Aplicação

    Com agulha muito fina, a substância é aplicada diretamente nos vasos selecionados.

  4. Etapa 4

    Compressão

    Conforme a técnica, podem ser indicados algodão, curativos e/ou meia elástica.

  5. Etapa 5

    Caminhada

    A movimentação precoce costuma integrar os cuidados após a sessão, seguindo a orientação médica.

Sensações

Pequenas picadas, ardência, pressão ou desconforto localizado podem ocorrer.

Conforto

O resfriamento da pele pode ajudar, sem tornar o procedimento necessariamente indolor.

Sem anestesia habitual

Agulhas finas e aplicações superficiais geralmente dispensam anestesia local ou geral.

Antes da sessão

Como se preparar para a escleroterapia

  • Compareça com a região limpa e evite bronzeamento ou exposição solar intensa.
  • Informe todos os medicamentos e tratamentos recentes realizados na região.
  • Conte sobre trombose, alterações de coagulação, alergias e outras doenças relevantes.
  • Informe se está grávida, amamentando ou se tem diabetes.

Não suspenda medicamentos por conta própria. Qualquer alteração deve ser orientada pela médica.

Condições clínicas

E pacientes com diabetes?

Diabetes, por si só, não significa necessariamente que a paciente não possa realizar escleroterapia. A decisão considera o controle da doença, os medicamentos, a condição vascular, o tipo e a quantidade de esclerosante e as condições gerais.

Não há um único valor de exame que funcione como regra universal. A condição deve ser informada antes da sessão para uma decisão individualizada.

Depois da aplicação

Recuperação ativa e orientada

A escleroterapia geralmente não exige repouso prolongado. Muitas pacientes podem caminhar logo após e retomar atividades habituais conforme orientação. Caminhar é diferente de realizar exercício físico intenso.

Atividade física

Corrida e exercícios de alta carga podem precisar de modificação temporária, conforme a técnica e a extensão tratada.

Compressão

Meia, algodão ou curativos são indicados caso a caso. Quando recomendada, a compressão pode auxiliar no controle de edema e hematomas.

Proteção solar

Evite exposição direta enquanto houver hematomas, vermelhidão, inflamação ou pigmentação. A radiação ultravioleta pode favorecer a permanência ou intensificação das manchas.

Evolução

O resultado não é imediato

Após a aplicação, o organismo precisa processar o vaso tratado. Alguns vasos melhoram relativamente rápido; outros levam semanas e podem continuar mudando ao longo de meses.

O tempo depende de calibre, localização e resposta individual. A quantidade de sessões também varia e o tratamento pode ser realizado em etapas.

Escurecimento e endurecimento podem ocorrer

Alguns vasos ficam mais escuros, arroxeados, endurecidos ou sensíveis durante a evolução. Pode haver sangue coagulado no interior do vaso, e a equipe avaliará se algum cuidado específico é necessário.

Não manipule nem tente drenar o local por conta própria.

Escleroterapia pode deixar manchas?

A hiperpigmentação é uma possível consequência e pode se relacionar à hemossiderina, inflamação, sol, pele, calibre e técnica. Muitas alterações melhoram gradualmente, mas algumas persistem por mais tempo.

O que é matting?

É o surgimento de uma rede de pequenos vasos perto ou sobre a área tratada. Pode melhorar espontaneamente; se persistir, a médica pode avaliar laser transdérmico ou uma nova estratégia de escleroterapia.

Os vasinhos podem voltar?

O tratamento atua nos vasos presentes naquele momento, mas não elimina a predisposição individual a desenvolver novas veias. Novos vasos podem surgir mesmo quando os tratados responderam bem. A doença venosa pode ter caráter crônico e requerer acompanhamento.

Comparação de técnicas

Estratégias diferentes para vasos diferentes

Nenhuma técnica é a melhor para todos os casos. A anatomia venosa, o calibre, a profundidade e as características da paciente orientam a escolha.

Escleroterapia líquida

A substância líquida é aplicada dentro do vaso e costuma ser utilizada em vasos superficiais menores, telangiectasias e microvarizes selecionadas.

Escleroterapia com espuma

Pode ser considerada em vasos de maior calibre ou quando o líquido isoladamente não é a estratégia mais adequada.

Conheça a técnica

Laser transdérmico

A energia atravessa a pele e produz efeito térmico no vaso. Pode ser usado isoladamente ou de forma complementar à escleroterapia.

Conheça o laser
Segurança

Informação também faz parte do cuidado

A escolha adequada, a avaliação individual e o acompanhamento são fundamentais para reduzir riscos.

Reações esperadas

Picadas, ardência, vermelhidão, hematomas, edema, sensibilidade, alteração temporária da cor e endurecimento de alguns vasos.

Possíveis complicações

Hiperpigmentação, flebite superficial, matting, reação inflamatória, extravasamento, lesão cutânea e reações alérgicas. Eventos trombóticos e outras complicações sistêmicas são raros, mas possíveis.

Quando comunicar a equipe

Procure orientação em caso de dor intensa ou progressiva, inchaço importante, vermelhidão extensa, alteração relevante da pele, secreção, sinais de infecção ou qualquer reação inesperada. Falta de ar, dor no peito ou sintomas neurológicos exigem atendimento médico imediato.

Dúvidas frequentes

Respostas claras antes de decidir

A avaliação presencial continua indispensável para responder o que se aplica ao seu caso.

Avaliação individualizada

Tratar vasinhos começa por entender cada vaso

Tratar vasinhos não significa simplesmente aplicar uma substância em qualquer veia aparente. A avaliação identifica tipo, calibre, profundidade e, quando necessário, a relação com veias nutridoras ou alterações mais profundas. A partir disso, é possível escolher entre escleroterapia, laser transdérmico, espuma, combinação de técnicas ou outra estratégia vascular.

Conteúdo educativo. Não substitui consulta, exame físico ou diagnóstico médico.